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Relatório técnico de análise de artefato

JS/Bondat

Worm em JavaScript que se espalha por mídia removível e vira botnet de mineração e de ataque a WordPress

O Bondat circula desde 2013 e continua simples de propósito: um script JavaScript que troca os arquivos de um pendrive por atalhos, rouba dados básicos do computador e aguarda ordens de um servidor que já mandou minerar Monero no navegador e atacar sites WordPress por força bruta. Trate pendrive de origem incerta como suspeito, bloqueie os indicadores da seção 10 e recupere os arquivos escondidos sem abrir nenhum atalho.

Objeto analisado JS/Bondat
Severidade avaliada Média
Classificação TLP:CLEAR
Base de evidência OSINT verificado
Data de emissão 15 de outubro de 2026
Versão 1.0

00Sumário

  1. 01Sumário executivo
  2. 02Identificação do objeto analisado
  3. 03Contexto técnico: script, atalho e mídia removível
  4. 04Linhagem e variantes
  5. 05Cadeia de infecção e instalação
  6. 06Comando e controle e coleta de dados
  7. 07Cargas úteis entregues pelo servidor
  8. 08Detecção
  9. 09Mitigação e resposta
  10. 10Indicadores de comprometimento
  11. 11Limitações da análise
  12. 12Referências
Achado central

O Bondat não é perigoso pela sofisticação, e sim pela combinação de dois fatores baratos: uma isca que depende só de o usuário abrir um atalho com cara de pasta ou de documento [1] [2], e um servidor de comando que pode trocar a carga a qualquer momento [2]. Quem enxerga nele apenas um vírus de pendrive subestima o risco: o mesmo computador já foi usado para minerar criptomoeda e para atacar sites de terceiros [2].

01Sumário executivo

Este relatório perfila o JS/Bondat, uma família de worm escrita em JavaScript e executada pelo Windows Script Host (WSH), o interpretador de scripts nativo do Windows. A Microsoft publicou a primeira descrição da família em 3 de abril de 2013 [1], e a empresa chinesa 360 Total Security a descreve como uma ameaça gerenciada por console remoto, com origem no mesmo ano [2]. A família ainda produz amostras: uma submissão a sandbox pública de abril de 2020 mostra o worm completo, em execução e se comunicando com infraestrutura já conhecida desde 2018 [2] [3].

2013 ano da primeira descrição pública da família pela Microsoft [1]
>15 mil computadores afetados no surto de 2018, pelo rastreio dos domínios de C2 [2]
~40 nomes de processos de segurança e de análise que o worm encerra [1]

A infecção se espalha por mídia removível. O worm esconde as pastas e os arquivos do pendrive, cria atalhos com os mesmos nomes e ícones, e cada atalho executa o worm antes de abrir o conteúdo original [1] [2]. Instalado, ele grava uma cópia na pasta do usuário, cria persistência na pasta de inicialização, desliga ferramentas de segurança e de análise, e envia dados do computador a um servidor por HTTP [1] [3].

Avaliamos a severidade como média. O grau técnico é baixo e o dano direto de cada infecção é limitado. O que impede uma classificação menor é a persistência, a dificuldade de o usuário limpar o computador sozinho, e sobretudo o canal de comando que permitiu entregar mineração de Monero e uma botnet de força bruta contra WordPress sobre a mesma base infectada [2].

As recomendações estão em duas frentes. A seção 08 trata de caça, porque o worm se esconde atrás de uma cópia renomeada de um programa legítimo do Windows. A seção 09 trata de contenção, recuperação dos arquivos do pendrive e prevenção estrutural. A recuperação merece atenção própria, pois os arquivos do usuário não foram apagados, e formatar a mídia às pressas destrói justamente o que ainda é recuperável.

02Identificação do objeto analisado

Natureza da evidência

Não houve submissão a sandbox nem análise de amostra por esta equipe. Todo o conteúdo técnico é inteligência de fonte aberta, extraída das referências [1] a [7] e conferida contra o texto de cada uma. Não trate os indicadores abaixo como prova pericial de um incidente local. Eles servem para orientar caça e resposta, e cada achado precisa ser confirmado no seu próprio ambiente.

Tabela 1. Ficha da família
CampoValor
NomeJS/Bondat, nome da Microsoft: Worm:JS/Bondat [1]
ClasseWorm de mídia removível, com bot de comando remoto [1] [2]
LinguagemJavaScript, executado pelo WSH (wscript.exe) [1] [3]
PlataformaWindows [4]
Primeira descrição pública3 de abril de 2013, atualizada em 15 de setembro de 2017 [1]
Vetor de chegadaMídia removível; também baixado por outro malware ou por sites maliciosos [1] [4]
PersistênciaAtalho na pasta de inicialização, apontando para o script [1] [3]
Canal de C2HTTP POST com dados cifrados por RC4 e codificador próprio [1]
Atribuiçãon/d

Cada fornecedor dá um nome diferente à mesma família. Isso importa na caça, porque a consulta a um índice de ameaças com o nome errado devolve vazio [1] [4] [5]:

Tabela 2. Nomes da família por fornecedor
FornecedorNome
MicrosoftWorm:JS/Bondat, Worm:JS/Bondat.A!rfn
Trend MicroWorm.JS.BONDAT.CC, WORM_BONDAT.H, JS_BONDAT.WSJ
ESETJS/Bondat.A worm
Dr.WebJS.Proslikefan.6
SymantecJS.Proslikefan.B
McAfeeJS/Autorun.worm.aacz
PT Security (na sandbox ANY.RUN)Worm:JS/Bondat.D
Não confunda com o Vjworm

A Trend Micro nomeia como JS_BONDAT.GGRG uma amostra que a ESET e a IKARUS chamam de JS/Vjworm.B e Worm.JS.Vjworm, com tarefa agendada Skype, valor de registro P0NDJ17F38 e destino em dynu.com [7]. Os indicadores dessa amostra pertencem a outra família e não constam deste relatório. Misturá-los às listas do Bondat produziria alertas sem relação com o worm descrito aqui.

03Contexto técnico: script, atalho e mídia removível

Três mecanismos legítimos do Windows sustentam o Bondat, e nenhum deles é uma falha de software.

Windows Script Host
O wscript.exe executa arquivos .js, .jse, .vbs e .vbe com os privilégios do usuário, sem exigir instalação. Um worm escrito nesse formato é um arquivo de texto, o que dispensa compilação e dificulta a assinatura simples por hash, porque cada variante pode ser reescrita e ofuscada [2].
Atalho LNK
Um arquivo .lnk guarda o destino que o Windows deve abrir, um ícone e um argumento. Como o ícone é escolhido por quem cria o atalho, é possível fazer um atalho parecer uma pasta ou um documento. O Bondat usa isso para que a vítima inicie o worm achando que abre os próprios arquivos [1] [2].
Atributos de ocultação
Arquivos marcados como ocultos deixam de aparecer no Explorer, e o worm ainda altera a configuração do usuário para que arquivos ocultos permaneçam invisíveis mesmo que ele tente exibi-los [1].
Depende de um clique

O Bondat é classificado como worm porque se copia sozinho entre mídias, mas a execução no computador seguinte exige que alguém abra o atalho [2]. A Microsoft menciona também o recurso Autorun do Windows como via de propagação, e por isso orienta desativá-lo [1]. A consequência prática é que a principal defesa é comportamental: o usuário precisa saber que pasta que abre um programa antes de mostrar o conteúdo é sinal de infecção.

04Linhagem e variantes

4.1Linha do tempo

Os marcos abaixo vêm das fontes citadas. As datas de 2013 e 2017 são as da página da Microsoft, e não da primeira captura de uma amostra [1]:

Tabela 3. Linha do tempo da família
DataEvento
3 de abril de 2013A Microsoft publica a descrição de Worm:JS/Bondat [1].
15 de setembro de 2017A página da Microsoft recebe a última atualização [1].
Fim de março de 2018Surto em que o worm recebe do servidor de controle o comando de minerar Monero [2].
13 de abril de 2018O servidor emite o programa da botnet contra WordPress [2].
11 de junho de 2018A 360 Total Security publica a análise e contabiliza ao menos 15.000 computadores afetados [2].
8 de outubro de 2018A Trend Micro recebe as primeiras amostras de Worm.JS.BONDAT.CC [4].
13 de abril de 2020Submissão de Bondat.js à ANY.RUN, com tráfego para infraestrutura de 2018 [3].

4.2Diferenças entre as variantes documentadas

As fontes descrevem variantes que não coincidem em tudo. Não presuma que os artefatos de uma delas existam nas demais [1] [2] [3] [4]:

Tabela 4. Comparação entre as variantes documentadas
AspectoMicrosoft (2013 a 2017) [1]360 (2018) [2]ANY.RUN (2020) [3]Trend CC (2018) [4]
Pasta de instalaçãoAleatória em %USERPROFILE%n/dAppData\Roaming\skujmycn/d
PersistênciaWindows Explorer.lnk na inicializaçãon/dStart.lnk na inicializaçãon/d
Isca na mídiaAtalhos no lugar de pastas e arquivosAtalhos para drive.batn/dCópia .jse com extensão dupla
Executável auxiliarCinco cópias de wscript.exen/dUm executável de nome aleatórion/d
Destino do C2Cinco IPs e nove domíniosDois IPs e dois domíniosUm IP e um domínion/d
Objetivo visívelRoubo de dados do hostMineração e botnetRoubo de dados do hostTroca da página inicial do navegador
O que a comparação não sustenta

As células com n/d indicam que a fonte não descreve o aspecto, e não que ele esteja ausente na variante. Uma conclusão como "a variante de 2020 não usa drive.bat" não decorre da tabela. O que se pode afirmar é que o Bondat.js de 2020 e a descrição de 2018 compartilham o IP 95.153.31.18 e o domínio urchintelemetry.com [2] [3], o que liga as duas por infraestrutura.

05Cadeia de infecção e instalação

5.1Instalação no computador

Na variante descrita pela Microsoft, o worm executa estes passos ao ser aberto [1]:

A sandbox ANY.RUN confirma o padrão geral em uma variante de 2020: o wscript.exe legítimo inicia o Bondat.js a partir da pasta temporária, o worm se copia como qslqm.js em AppData\Roaming\skujmyc, solta um executável de nome aleatório dqidfih.exe e um Start.lnk na inicialização, e chama cmd.exe e cacls.exe repetidas vezes para ajustar permissões [3]. Que o executável aleatório seja uma cópia renomeada do wscript.exe, como na descrição da Microsoft, é uma inferência desta equipe e não consta na página da sandbox.

A cópia renomeada é o ponto fraco

O nome do arquivo muda a cada infecção, mas o conteúdo de uma cópia de wscript.exe não muda, e com ele o campo interno de nome original do executável. Um wscript.exe rodando de fora de System32 ou SysWOW64 é um sinal muito mais estável do que qualquer nome de arquivo do Bondat. A seção 08 constrói a caça sobre esse ponto.

5.2Propagação para mídia removível

O worm cria a pasta oculta <unidade>:\.Trashes e grava nela uma subpasta numerada com uma cópia de si mesmo, por exemplo E:\.Trashes\586\tvuwyx.js [1]. As pastas existentes na unidade são movidas para dentro de .Trashes e substituídas por atalhos com aparência de pasta. Abrir o atalho executa o worm e, em seguida, abre a pasta movida, para que nada pareça errado [1].

Os arquivos com as extensões abaixo também são movidos para .Trashes e substituídos por atalhos .lnk [1]:

Tabela 5. Extensões substituídas por atalhos na mídia removível
CategoriaExtensões
Aplicativos.exe
Documentos.doc, .docx, .pdf, .rtf, .txt
Áudio.m4a, .mp3, .mp4, .ogg, .wav, .wma
Vídeo.avi, .webm, .flv, .mov, .wmv, .mpeg, .mpg
Imagens.gif, .jpeg, .jpg, .png

Na descrição de 2018, os atalhos apontam para o lançador drive.bat e são criados para arquivos de tipos como doc e jpg, com os originais ocultos [2]. Outra variante grava na raiz de cada unidade removível uma cópia .jse cujo nome termina em .JPG seguido de espaços e da extensão real, de modo que a extensão final fique fora da área visível do Explorer [4].

Os arquivos do usuário não foram apagados

O pendrive infectado parece vazio, ou cheio de atalhos, mas os arquivos originais estão em .Trashes [1]. Não formate a mídia nem aceite a sugestão do Windows de "reparar" a unidade antes de copiar o conteúdo. Formatar apaga a única cópia dos documentos da vítima. Siga o procedimento da seção 09.

5.3Evasão e interferência em ferramentas

O worm usa consultas WMI (Windows Management Instrumentation) para localizar e encerrar processos associados a segurança e a análise, em lista de cerca de quarenta nomes. Os exemplos citados pela Microsoft cobrem antivírus (avast, avg, mbam), monitoramento (procmon, procexp, tcpview, wireshark) e administração (regedit, msconfig, hijackthis, gmer) [1]. Se um desses processos estiver rodando de fora de um caminho que contenha "Windows" ou "Program", o worm exibe a mensagem "exception that could not be handled", que faz parecer que a própria ferramenta travou [1] [2].

A Microsoft também registra verificação de sandbox e de máquina virtual, com interrupção da execução caso uma seja detectada [1]. O script é ofuscado, o que desorienta o antivírus e aumenta o trabalho do analista [2]. No registro do usuário, em HKCU\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Explorer\Advanced, o worm define Hidden como 2 e ShowSuperHidden como 0, o que mantém ocultos os arquivos que ele esconde [1]. A sandbox ANY.RUN registra a mesma alteração [3].

Ferramenta que fecha sozinha é sintoma

Se o Process Monitor, o Regedit ou o gerenciador do antivírus exibem um erro e fecham logo após abrir, num computador que recebeu pendrive recentemente, não tente de novo da mesma pasta nem conclua que a ferramenta está com defeito. Esse comportamento é a assinatura documentada do worm [1]. Rode as ferramentas a partir de um ponto confiável, ou isole o computador e examine-o por fora.

06Comando e controle e coleta de dados

A Microsoft descreve uma coleta inicial de dados do computador, enviada ao servidor por HTTP POST. Os dados são cifrados com RC4 e um codificador próprio antes do envio [1].

Tabela 6. Dados coletados pelo worm
CampoObservação
Versão do malwareIdentifica a variante instalada [1].
Nome do usuário e do computadorTambém usados para derivar nomes de arquivos locais [1].
Identificador do produto WindowsProduct ID do sistema [1].
GUID da infecçãoIdentificador único gerado pelo worm [1].
Idioma e versão do sistema operacionalPermite ao operador segmentar vítimas [1].

Os destinos que a Microsoft relata para essa coleta incluem os endereços 109.95.211.244, 148.251.192.195, 217.23.3.136, 91.200.85.69 e 91.200.85.79, e nove domínios listados na seção 10 [1]. Na sandbox de 2020, o worm enviou requisições POST a urchintelemetry.com (204.11.56.48) e a 95.153.31.18, ambos marcados como maliciosos, e uma requisição GET para www.microsoft.com, provável teste de conectividade [3].

O nome do domínio imita telemetria

Nomes como urchintelemetry.com, bellsyscdn.com, jtvcdn.com e ytvidstream.com parecem serviços legítimos de métricas, de rede de entrega de conteúdo ou de vídeo [1] [2] [3]. Uma revisão manual de logs de proxy que procure apenas "domínios estranhos" os deixa passar. Compare o tráfego contra a lista da seção 10 em vez de julgar o nome.

A 360 Total Security descreve o Bondat como "gerenciado de forma central", executando instruções vindas do console do operador [2]. Esse é o ponto que separa o worm de um simples vírus de pendrive: a carga não está fixa no script, e sim no servidor.

07Cargas úteis entregues pelo servidor

Os registros públicos mostram três usos do canal de comando, em épocas diferentes. A fonte primária das duas últimas é a 360 Total Security [2], e a primeira é a Trend Micro [4].

7.1Troca da página inicial do navegador

As variantes mais antigas monetizavam a infecção alterando a página inicial dos navegadores das vítimas [2]. A variante Worm.JS.BONDAT.CC altera a página inicial do Internet Explorer para um endereço de busca com a expressão fiverdolly 31195, onde o último número coincide com o tamanho do arquivo em bytes. O domínio de destino está parcialmente ocultado na página do fornecedor [4].

7.2Mineração de Monero no navegador

No surto de março de 2018, o worm abriu uma janela de navegador invisível apontada para hxxps[://]xmrmsft[.]com/hive.html, página que embute um script de mineração baseado no Coinhive [2]. A 360 destaca a diferença para um minerador comum: nada é instalado em disco, o ganho por máquina é menor e a atividade é mais difícil de notar. O NHS England Digital, em alerta de 2018, descreve o mesmo comportamento [5].

7.3Botnet de força bruta contra WordPress

Em 13 de abril de 2018, logo após o surto, o servidor entregou aos computadores infectados um programa para atacar sites WordPress. O fluxo descrito é este [2]:

O computador infectado ataca por conta própria

Nessa fase, o prejuízo extrapola o dono da máquina: o tráfego de força bruta sai do endereço IP da vítima, e a organização que cedeu o computador passa a constar como origem de ataques a terceiros [2]. Quem encontrar um alerta de abuso ou de força bruta partindo de uma estação, e não de um servidor, deve considerar a hipótese de botnet antes de procurar um usuário mal-intencionado.

A 360 relata ainda que o worm encerra processos de antivírus e mostra um erro falso de aplicativo, para que o usuário atribua a queda à própria ferramenta [2]. A mesma fonte afirma que o formato de script do backdoor ajuda a escapar da detecção, afirmação que esta equipe não verificou.

08Detecção

A caça vai do mais barato e abrangente para o mais caro e específico. As duas primeiras vias não exigem acesso ao computador suspeito.

Sobre as regras deste relatório

A consulta KQL, as regras Sigma e o procedimento de listagem das seções 8.2 a 8.4 foram escritos por esta equipe a partir dos indicadores e do comportamento descritos nas fontes, e não de execução de amostra. Nenhum foi validado contra tráfego real ou contra um worm em execução. Trate cada um como ponto de partida a ajustar e medir no seu ambiente antes de ativar alerta.

8.1Rede: DNS, proxy e firewall

Procure conexões de estações de trabalho para os domínios e endereços da seção 10. O padrão característico é HTTP POST sem navegador legítimo por trás, com destino a endereço IP fixo ou a domínio de nome genérico de telemetria [1] [3].

Microsoft Defender XDR, KQLDerivada de [1] [2] [3], não validada
let dominios = dynamic(["bellsyscdn.com","urchintelemetry.com","cdn.httpowered.com",
  "conectar.gma-telecom.com","jtvcdn.com","mail.futbolglobo.net",
  "static.myquickweb.net","www.webhebio.com","www2.httpoptions.com",
  "www2.mshttpconnect.com","ytvidstream.com","xmrmsft.com"]);
let ips = dynamic(["95.153.31.18","95.153.31.22","5.8.52.136","204.11.56.48",
  "109.95.211.244","148.251.192.195","217.23.3.136","91.200.85.69","91.200.85.79"]);
DeviceNetworkEvents
| where RemoteIP in (ips) or RemoteUrl has_any (dominios)
| summarize Eventos=count(), Primeiro=min(Timestamp), Ultimo=max(Timestamp)
    by DeviceName, InitiatingProcessFileName, RemoteIP, RemoteUrl
| order by Eventos desc

8.2Processo: wscript.exe fora do lugar

A regra abaixo apoia-se na observação da seção 5.1: a cópia renomeada preserva o nome original do executável gravado nos metadados. Ela serve para qualquer renomeação de wscript.exe, e por isso também alerta sobre outras famílias que usem a mesma técnica.

Sigma, categoria process_creationDerivada de [1] [3], não validada
title: Copia de wscript.exe executando fora de System32
id: 7c3a91e4-2b58-4d06-a1f7-5e90d3c8b412
status: experimental
description: >
  O Bondat grava copias renomeadas de wscript.exe em pasta do usuario
  (por exemplo dllupdate64.exe) e as usa para rodar o proprio script.
  Um processo cujo nome original e wscript.exe, mas que roda fora dos
  diretorios do sistema, merece triagem.
references:
  - https://www.microsoft.com/en-us/wdsi/threats/malware-encyclopedia-description?Name=Worm%3AJS%2FBondat
author: CiberLab, Ciencia Embarcada
date: 2026/10/15
tags:
  - attack.defense-evasion
  - attack.t1036.003
logsource:
  category: process_creation
  product: windows
detection:
  selecao:
    OriginalFileName: 'wscript.exe'
  legitimo:
    Image|endswith:
      - '\System32\wscript.exe'
      - '\SysWOW64\wscript.exe'
  condition: selecao and not legitimo
falsepositives:
  - Copia portatil de wscript.exe usada por ferramenta de administracao
level: high

8.3Arquivos: persistência e pasta de mídia

Sigma, categoria file_eventDerivada de [1] [3], não validada
title: Atalho suspeito na inicializacao ou script dentro de .Trashes
id: b5e208d9-6f14-47a3-8c2e-9a1d4f7e0c63
status: experimental
description: >
  O Bondat grava um atalho na pasta de inicializacao (Windows Explorer.lnk
  ou Start.lnk, conforme a variante) e esconde copias de si mesmo em pasta
  .Trashes numerada na raiz de unidades removiveis.
references:
  - https://www.microsoft.com/en-us/wdsi/threats/malware-encyclopedia-description?Name=Worm%3AJS%2FBondat
  - https://any.run/report/af0da1a9b2b669f6b51cbbcd3c5dd2a0000de0af84b3de79e4094980d63b8cd5/fc8b93f1-f11a-4d6c-bf08-fb25104439ce
author: CiberLab, Ciencia Embarcada
date: 2026/10/15
tags:
  - attack.persistence
  - attack.t1547.001
logsource:
  category: file_event
  product: windows
detection:
  inicializacao:
    TargetFilename|contains: '\Start Menu\Programs\Startup\'
    TargetFilename|endswith:
      - '\Windows Explorer.lnk'
      - '\Start.lnk'
  trashes:
    TargetFilename|contains: '\.Trashes\'
    TargetFilename|endswith: '.js'
  condition: inicializacao or trashes
falsepositives:
  - Aplicativo legitimo que grave atalho chamado Start.lnk na inicializacao
level: medium

8.4Inspeção de mídia removível

Em um computador de triagem, nunca no que será usado para o trabalho diário, liste o conteúdo oculto de cada unidade sem abrir nenhum atalho. Uma pasta .Trashes na raiz de uma unidade Windows já é motivo de suspeita, porque esse nome vem de outro sistema operacional e não é criado pelo Windows.

PowerShellDerivada de [1], não validada
# lista, sem abrir nada, o conteudo escondido de pastas .Trashes
Get-PSDrive -PSProvider FileSystem | ForEach-Object {
  $p = Join-Path $_.Root '.Trashes'
  if (Test-Path -LiteralPath $p) {
    Get-ChildItem -LiteralPath $p -Force -Recurse -ErrorAction SilentlyContinue |
      Select-Object FullName, Length, Attributes
  }
}

# confere os valores de ocultacao alterados pelo worm
Get-ItemProperty 'HKCU:\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Explorer\Advanced' |
  Select-Object Hidden, ShowSuperHidden
Os valores de registro sozinhos não provam infecção

Os valores Hidden igual a 2 e ShowSuperHidden igual a 0 também podem resultar de configuração legítima ou de outra ferramenta [1]. Não classifique o computador como infectado por esse achado isolado. Combine-o com uma pasta .Trashes, uma cópia de wscript.exe fora do sistema ou tráfego para a seção 10.

09Mitigação e resposta

9.1Contenção imediata

9.2Erradicação no computador

9.3Recuperação dos arquivos do pendrive

A partir de um computador limpo e sem abrir nenhum atalho, copie o conteúdo de .Trashes para outro local, deixando para trás scripts e atalhos. Depois disso, formate a mídia:

Prompt de comandoDerivada de [1], não validada
:: F: e a unidade infectada; D:\recuperado e uma pasta num disco confiavel
dir /a F:\.Trashes
robocopy F:\.Trashes D:\recuperado /E /XF *.js *.jse *.lnk *.bat
Examine o que recuperou antes de abrir

O comando acima exclui scripts e atalhos, mas o .Trashes também guarda aplicativos .exe do próprio usuário [1], que podem ou não ser legítimos. Não execute nada recuperado antes de verificá-lo com antivírus atualizado. Os arquivos .js e .bat legítimos do usuário ficam de fora da cópia e precisam ser recuperados à mão, depois de verificados.

9.4Prevenção estrutural

Tabela 7. Controles recomendados
ControleAplicação
Autorun desativadoConfirme a desativação do Autorun por política de grupo, conforme orientação da Microsoft [1]. A medida não elimina a isca por atalho, mas remove uma via de execução automática.
Mídia removível controladaRestrinja o uso de pendrives à lista de dispositivos necessários, ou exija verificação antes da leitura. É o controle que corta o vetor principal.
WSH desativado onde não é necessárioImpeça que usuários comuns executem .js, .jse, .vbs e .vbe com o wscript.exe, por política de controle de aplicativos ou associação de arquivos. Sem WSH, o worm não roda.
Extensões sempre visíveisExiba extensões de arquivo para todos os usuários, para que .JPG seguido de espaços e .jse não passe por imagem [4].
Filtragem de saídaEstações não precisam falar com endereço IP arbitrário pela porta 80. Um proxy obrigatório com bloqueio de destino sem reputação interrompe o canal de C2.
Treinamento específicoEnsine a regra simples: uma pasta que abre um programa ou que mostra o conteúdo só depois de um instante é sinal de infecção.

9.5Para quem administra sites WordPress

A botnet da seção 7.3 testa a conta admin com senhas fracas [2]. Renomeie ou remova a conta admin, exija senha forte e autenticação em dois fatores para administradores, limite as tentativas de login por endereço, e revise os usuários administrativos criados sem explicação.

9.6Mapeamento MITRE ATT&CK

As técnicas abaixo foram conferidas uma a uma em attack.mitre.org, e os nomes reproduzem o oficial de cada página [6]. A primeira tabela cobre do acesso à persistência e à evasão:

Tabela 8. Técnicas ATT&CK, parte 1: acesso, execução, persistência e evasão
TécnicaNomeRelação com o caso
T1091Replication Through Removable MediaCópia do worm para unidades removíveis, com atalhos no lugar dos arquivos.
T1204.002User Execution: Malicious FileA vítima abre o atalho que executa o worm.
T1059.007Command and Scripting Interpreter: JavaScriptWorm escrito em JavaScript e executado pelo WSH.
T1059.001Command and Scripting Interpreter: PowerShellScript que baixa o programa da botnet contra WordPress [2].
T1047Windows Management InstrumentationConsultas WMI para localizar e encerrar processos de segurança.
T1547.001Boot or Logon Autostart Execution: Registry Run Keys / Startup FolderAtalho na pasta de inicialização.
T1036.003Masquerading: Rename Legitimate UtilitiesCópias renomeadas do wscript.exe.
T1564.001Hide Artifacts: Hidden Files and DirectoriesPasta .Trashes oculta e alteração das opções de exibição do Explorer.
T1222.001File and Directory Permissions Modification: Windows PermissionsChamadas ao cacls.exe e concessão de controle total ao grupo Users.
T1497.001Virtualization/Sandbox Evasion: System ChecksVerificação de sandbox e de máquina virtual antes de agir.
T1027Obfuscated Files or InformationScript ofuscado para confundir antivírus e analistas.

A segunda tabela cobre descoberta, comando e controle e impacto:

Tabela 9. Técnicas ATT&CK, parte 2: descoberta, comando e controle e impacto
TécnicaNomeRelação com o caso
T1082System Information DiscoveryColeta de versão do sistema, idioma, nome do computador e Product ID.
T1071.001Application Layer Protocol: Web ProtocolsComunicação com o servidor por HTTP POST.
T1573.001Encrypted Channel: Symmetric CryptographyDados cifrados com RC4 antes do envio.
T1041Exfiltration Over C2 ChannelDados do computador enviados pelo mesmo canal de comando.
T1105Ingress Tool TransferDownload do programa da botnet e do ambiente PHP.
T1496.001Resource Hijacking: Compute HijackingMineração de Monero no navegador da vítima.
T1110.001Brute Force: Password GuessingTentativas de login com a conta admin e senhas fracas em WordPress.
Técnica omitida por falta de conferência

O encerramento de antivírus e de ferramentas de análise [1] [2] tem técnica própria na matriz, mas o identificador não pôde ser conferido na página oficial durante a elaboração, porque a consulta devolveu conteúdo vazio. Em vez de reproduzi-lo de memória, esta tabela o deixa de fora. Quem mantém a matriz do SOC deve mapear esse comportamento em Defense Evasion, após conferir o identificador atual em attack.mitre.org.

10Indicadores de comprometimento

Todos os indicadores abaixo vêm das fontes citadas, porque não houve análise local. Domínios, endereços e URLs aparecem desarmados de propósito e não devem ser transformados em link clicável. Primeiro estão os que vieram de análise de sandbox ou de fornecedor sobre amostras, depois os que vieram de relato de campanha.

10.1Rede

Tabela 10. IOCs de rede
TipoIndicadorSeveridadeContexto e ação
Domíniourchintelemetry[.]comAltaC2 em 2018 e 2020, IP 204.11.56.48 [2] [3]. Bloquear e alertar
IPv495[.]153[.]31[.]18AltaC2 em 2018 e 2020, POST direto por IP [2] [3]. Bloquear e alertar
IPv4204[.]11[.]56[.]48AltaEndereço de urchintelemetry[.]com na sandbox [3]. Bloquear e alertar
IPv495[.]153[.]31[.]22AltaC2 listado pela 360 [2]. Bloquear e alertar
Domíniobellsyscdn[.]comAltaC2 listado pela 360 [2]. Bloquear e alertar
IPv45[.]8[.]52[.]136AltaServe a botnet contra WordPress [2]. Bloquear e alertar
URLhxxp[://]5[.]8[.]52[.]136/setup.phpAltaDownload do programa da botnet [2]. Caça retroativa
URLhxxp[://]5[.]8[.]52[.]136/put.phpAltaRecebe credenciais obtidas por força bruta [2]. Caça retroativa
URLhxxp[://]5[.]8[.]52[.]136/php.zipMédiaAmbiente PHP baixado pela botnet [2]. Caça retroativa
URLhxxp[://]5[.]8[.]52[.]136/get.zipMédiaListada pela 360 sem explicação [2]. Caça retroativa
URLhxxps[://]xmrmsft[.]com/hive.htmlMédiaPágina de mineração baseada em Coinhive [2]. Bloquear
IPv4109[.]95[.]211[.]244, 148[.]251[.]192[.]195, 217[.]23[.]3[.]136, 91[.]200[.]85[.]69, 91[.]200[.]85[.]79MédiaDestinos da coleta de dados em variante da Microsoft [1]. Bloquear e monitorar
Domíniocdn[.]httpowered[.]com, conectar[.]gma-telecom[.]com, jtvcdn[.]com, mail[.]futbolglobo[.]net, static[.]myquickweb[.]net, www[.]webhebio[.]com, www2[.]httpoptions[.]com, www2[.]mshttpconnect[.]com, ytvidstream[.]comMédiaDestinos da coleta em variante da Microsoft [1]. Bloquear e monitorar

10.2Artefatos em disco, memória e registro

Tabela 11. IOCs de host
TipoIndicadorSeveridadeContexto e ação
Pasta<unidade>:\.Trashes\<número>\<nome>.jsCríticaCópia do worm em mídia removível [1]. Tratar como infecção
Arquivo%STARTUP%\Windows Explorer.lnkCríticaPersistência, ícone de pasta [1]. Tratar como infecção
Arquivo%STARTUP%\Start.lnkAltaPersistência na variante de 2020 [3]. Nome genérico, confirmar o destino
Pasta%USERPROFILE%\<aleatório>\<aleatório>.jsAltaInstalação da variante da Microsoft, ex.: badce\tvuwyx.js [1]. Caça retroativa
Pasta%APPDATA%\skujmyc\AltaInstalação da amostra de 2020, nome aleatório por infecção [3]. Caça retroativa
Arquivodllupdate64.exe, winprocess32.exe e variações de prefixo, meio e sufixoAltaCópias renomeadas de wscript.exe [1]. Caçar pelo nome original, seção 8.2
Arquivodrive.batMédiaLançador dos atalhos na descrição da 360 [2]. Caça retroativa
Arquivo<nome>.JPG<espaços>.jseMédiaCópia com extensão dupla da variante da Trend Micro [4]. Caça retroativa
RegistroHKCU\...\Explorer\Advanced, Hidden = 2, ShowSuperHidden = 0ContextoAlteração da exibição de ocultos [1] [3]. Apoio à triagem, ver nota da seção 8.4
Mensagemexception that could not be handledContextoErro falso exibido ao encerrar ferramenta [1]. Apoio à triagem

10.3Hashes da amostra analisada na sandbox

Tabela 12. Hashes registrados pela ANY.RUN em 13 de abril de 2020 [3]
ArtefatoHashAção
Bondat.js, SHA-256af0da1a9b2b669f6b51cbbcd3c5dd2a0000de0af84b3de79e4094980d63b8cd5Caça retroativa
Bondat.js, SHA-17e82fbcc0cf59d3f808780c9fc36d520478dbc52Caça retroativa
Bondat.js, MD55bc8cdd73f03eec42423ea1d9c8aea5cCaça retroativa
dqidfih.exe, SHA-256047f3c5a7ab0ea05f35b2ca8037bf62dd4228786d07707064dbd0d46569305d0Caça retroativa
Start.lnk, SHA-25618cef72934211e99e0fd3e39f5ac0cf756d9a239cdf56b132ca7b13067e65db7Caça retroativa
rotvli, SHA-25647e006d04fbeb82f6aac5f9e9c8d753437ce7e859822711020ca70eb5a86e456Caça retroativa
Estes hashes valem para uma amostra, não para a família

O Bondat é um script de texto que se reescreve a cada infecção, com nomes de arquivo e pasta aleatórios [1]. O hash de uma cópia não casa com o de outra, e uma varredura que dependa só dos valores acima encontrará quase nada. Os hashes servem para confirmar essa amostra em consulta a plataformas e em acervos de incidentes. Para caçar a família, use o comportamento das seções 8.1 a 8.3 e a lista de rede da seção 10.1.

11Limitações da análise

12Referências

  1. [1] Fonte primária. Microsoft Security Intelligence, Worm:JS/Bondat. Descrição do fabricante, publicada em 3 de abril de 2013 e atualizada em 15 de setembro de 2017. Origem da instalação, da propagação por .Trashes, da interferência em ferramentas, da coleta de dados, dos destinos de C2 e das chaves de registro. https://www.microsoft.com/en-us/wdsi/threats/malware-encyclopedia-description?Name=Worm%3AJS%2FBondat
  2. [2] 360 Total Security. Bondat Worm Struck Again! Built Botnets for Mining Cryptocurrency and Attacking WordPress. Análise de 11 de junho de 2018 do surto. Sustenta a linha do tempo de 2018, a mineração em navegador, a botnet contra WordPress, a estimativa de computadores afetados e a lista de indicadores de rede. https://blog.360totalsecurity.com/en/bondat-worm-struck-again-built-botnets-for-mining-cryptocurrency-and-attacking-wordpress/
  3. [3] ANY.RUN. Malware analysis Bondat.js, Malicious activity. Análise em sandbox, em Windows 7 de 32 bits, de 13 de abril de 2020. Sustenta os hashes da amostra, a pasta e os arquivos da variante de 2020, a atividade de rede e a coincidência de infraestrutura com 2018. https://any.run/report/af0da1a9b2b669f6b51cbbcd3c5dd2a0000de0af84b3de79e4094980d63b8cd5/fc8b93f1-f11a-4d6c-bf08-fb25104439ce
  4. [4] Trend Micro. Worm.JS.BONDAT.CC. Página do fabricante, de 9 de março de 2020. Sustenta a variante com extensão dupla .jse, a alteração da página inicial do Internet Explorer, o tamanho do arquivo e as etapas de remoção. https://www.trendmicro.com/vinfo/us/threat-encyclopedia/malware/worm.js.bondat.cc
  5. [5] NHS England Digital. Bondat Worm, alerta cc-2483. Alerta de 2018 que resume o worm e a mineração por Coinhive. Corrobora a descrição da 360, e não pôde ser lido diretamente, conforme a seção 11. https://digital.nhs.uk/cyber-alerts/2018/cc-2483
  6. [6] MITRE ATT&CK, matriz Enterprise. Páginas oficiais das técnicas citadas nas tabelas 8 e 9, conferidas pelo nome oficial. A matriz é reorganizada com o tempo, e identificadores devem ser reconferidos antes de uso em cobertura. https://attack.mitre.org/techniques/T1091/
  7. [7] Trend Micro. JS_BONDAT.GGRG. Página do fabricante para amostra que outros fornecedores classificam como Vjworm. Usada na seção 2 para separar a nomenclatura e evitar mistura de indicadores entre famílias. https://www.trendmicro.com/vinfo/us/threat-encyclopedia/malware/js_bondat.ggrg

JS/Bondat, relatório técnico de análise de artefato. Versão 1.0, emitida em 15 de outubro de 2026.
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